ATUALIZAÇÃO: remédios para prevenção das doenças respiratórias

Este artigo foi totalmente atualizado. Por quê?

Porque na tentativa de simplificar e demonstrar como trabalhamos, na tentativa de atalhar e tornar compreensível condutas com base em conhecimentos complexos terminamos por simplificar demais, tornando menos compreensível e menos claro. 

Percebido o erro e sabendo que nada é definitivo, arregaçamos as mangas e estamos aqui, para tentar fazer melhor.

Consequências dos problemas respiratórios

Chegou o outono e os primeiros resfriados. Muitas pessoas terão infecções respiratórias e lotarão hospitais, emergências e uti’s. Serão crises de asma, pneumonia ou bronquiolite (além de outras).
Outros sofrerão com rinites, sinusites, otites e outras ites. Nariz entupido, respiração ruim durante o sono, cansaço, indisposição, dor de cabeça, tosse e febre.
Porém, alguns passarão os meses de frio incólumes. Saudáveis, produtivos, felizes.
Se você for inteligente vai querer ultrapassar o outono/inverno com saúde total!

I- Recursos que utilizamos  na prevenção:

1) Isoterapia: são remédios que estimulam a imunidade contra micro-organismos específicos, no caso de meses frios ou em que convivemos em ambientes mais fechados, o maior inimigo microscópico são os vírus influenza.

Nós temos opções: os nosódios e as vacinas, ambos, estimulam as defesas. Ambos são tratamentos isoterápicos, pois utilizam o agente causador (no caso os vírus influenza), que servem de matriz para a preparação do remédio, um nosódio (uma preparação padronizada na Farmacotécnica homeopática) ou vacina (remédio convencional).

a) Nosódios:  usados desde o século XIX pelos médicos homeopatas.

Dentre as várias possibilidades usamos mais comumente os nosódios Influenzinum e Annas barbarie, de uso oral, a via usual de contato entre o organismo e o ambiente(a outra é a inalatória),  e estimula o sistema de defesa de mucosa digestiva(oral) e respiratória (olhos e respiratório) mediado pela IgA e não tem efeitos adversos, é completamente segura. Recomendamos o uso de Influenzinum, Annas barbarie por sua vez é usado no tratamento de infecções respiratórias.

Influenzinum é preparado a partir das cepas virais de Influenza circulantes e predominantes no ano anterior (do mesmo modo que a vacina) e passa por processamento farmacotécnico até poder ser utilizado. Costumamos designá-lo e atualizá-lo com o numeral referente ao ano em que foi produzido, por exemplo, Influenzinum 2019, depois virão 2020 e segue. É usado como preventivo, do início do outono ao final da primavera.

Exemplo de prescrição:

INFLUENZINUM 2019 30CH    XX/20ml Á.20%

Gotas

Acima de 10 anos e adultos: 2 gotas via oral, 1x/semana.

Crianças menores de 10 anos, 1 gota, via oral, 1x/semana.

b) Vacinas contra a Influenza. Também amplamente usadas.

As vacinas são administradas comumente pela via intramuscular e tem maior  risco de efeitos adversos de curto e longo prazo. Uma vacina oral ou sublingual seria evidentemente genericamente mais segura. Alguns de seus riscos da vacinação são descritos nos relatórios epidemiológicos.

Nota: o  uso do Influenzinum não contraindica a vacinação, porque atuam em mecanismos defensivos diferentes e independentes. Há pessoas que conseguem excelente proteção exclusivamente com os nosódios, outras fazem apenas as vacinas e há ainda as que utilizam ambas.

O uso de Influenzinum e/ou vacina não fornece imunidade total e duradoura contra os vírus Influenza, os quais mudam constantemente, acreditamos que a maior parte da capacidade de defesa se deve à situação global de saúde e os recursos isoterápicos funcionam como estímulos às defesas naturais.

Segundo a pneumologista Patrícia del Pino, os portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica  e asmáticos se beneficiam as sugestões acima, sendo complementar à vacinação convencional ou até um substituto para aqueles que apresentem contraindicação a esta.

Recomendamos especialmente o uso de Influenzinum em gestantes, lactantes, lactentes e crianças pequenas, idosos e pessoas com baixa imunidade, especialmente pela segurança em seu uso.

2) Tratamento homeopático preventivo e individualizado:

O tratamento homeopático individualizado é a maneira mais eficiente de otimizar a saúde. Funciona como preventivo de doenças respiratórias e como preventivo e regulador geral. Escolhemos o remédio a partir de características particulares de cada pessoa, avaliando sua estrutura corporal, sua sensibilidade, suscetibilidades, aspectos funcionais (sono, regulação térmica e geral, defesa, eliminações e assimilação, comunicação, transporte, psiquismo, atividade física e outros).  Com base nisto, podemos escolher o remédio mais adequado, ou 2 ou 3 remédios para estimular uma regulação positiva, uma dinâmica de saúde. Neste caso, usamos o remédio de fundo, ou algum equalizador para disfunções em órgãos ou sistemas, ou estimulantes imunes como as tuberculinas.

3) Prevenção com a Medicina funcional:

A Medicina Funcional utiliza princípios semelhantes ao da Homeopatia. Vê o organismo em sua complexidade, a inter-relação de órgãos, funções e sistemas, usando os conhecimentos médicos atuais e corrigindo eventuais desequilíbrios.

Preconiza níveis ótimos de vitamina D, a qual se sabe, é um próhormônio esteróide com ação moduladora hormonal e estimulante da imunidade inata, o que auxilia na prevenção das doenças respiratórias. Ou também o uso de zinco nos casos indicados, ou probióticos em situações de uso de antibióticos, anti-inflamatórios, ou antiácidos, para melhorar a assimilação da própria vitamina D, do zinco, do iodo, da vitamina K e B12.

4) Prevenção com mudanças de estilo de vida (epigenética):

É a base de nosso trabalho no blog Ouse.

Ajustes no modo de vida tem impacto enorme na  sua saúde! Fala-se que o impacto do modo de vida pode chegar a 90%!

Ou seja, não dá para culpar apenas a genética. Você pode fazer muito, precisa ter a informação adequada e colocá-la em prática para conquistar saúde. Para saber mais aqui!

 

II – Tratamento de infecções respiratórias:

a) Fitoterápicos: conforme a Dra Patrícia del Pino alguns fitoterápicos exercem um papel relevante na otimização da imunidade. Entre os mais eficazes estão o anis estrelado, o gengibre, o alho, a clorela e alguns óleos essenciais como o de eucalipto e o de lavanda.  Em pessoas sintomáticas, em casos de resfriados, faringites ou gripe, recomendamos o Pelargonium, uma planta muito usada na Alemanha e União Europeia com ótimos resultados. A dose em adultos é 30 gotas vo 3x/dia por 7 dias.

b) Biológico de origem animal: temos ótima experiência com o uso de própolis extrato alcoólico de boa procedência em uma dose de 30 gotas via oral, três vezes ao dia, durante a doença respiratória aguda, ou em doses menores como 10 ou 15 gotas via oral como preventivo, nos meses de maior suscetibilidade. Sugiro diluir em água na hora de tomar. Não recomendamos o uso de mel e própolis em lactentes com menos de 1 ano, pelo risco de contaminação com a toxina botulínica.

c) Remédios homeopáticos nos casos agudos, como Annas barbarie, allium cepa, aconitum, belladona e drosera, entre outros. Xaropes como Stodal e outros também podem ser úteis.

d) Remédios convencionais: 

-Antigripais: em geral são uma combinação de analgésico-antitérmicos, antihistamínicos e descongestionantes (estimulantes do sistema simpático, que agem reduzindo e espessando as secreções). Devido ao efeito dos descongestionantes simpaticomiméticos podem ocorrer complicações como sinusites com oclusão nos óstios, provocando abscessos maxilares ou outras complicações. Por este motivo, não os recomendamos.

-Anti-inflamatórios e antitérmicos: podem ser  usados com cuidado, em nossa experiência, o uso frequente para qualquer desconforto vem acompanhado de tempo mais prolongado de recuperação da saúde, assim não os contraindicamos, mas sugerimos seu uso parcimonioso.

-Supressores da tosse: codeína ou similares, somos absolutamente contra seu uso pelo risco de complicações pela dificuldade de eliminar secreções, como atelectasias ou broncopneumonias.

-Corticóides e antibióticos: O uso de corticóides (prednisolona ou prednisona) deve ser restrito a situações de risco de insuficiência respiratória aguda ou casos específicos de incapacidade de reacional adequado em crises. Não recomendamos o uso de corticóides em infecções respiratórias leves, sem gravidade, mesmo que sintomáticas. Também evitamos completamente o uso de antibióticos em infecções respiratórias com causa provavelmente viral, mesmo que com muitos sintomas. Em situações sugestivas de infecção secundária bacteriana em que há capacidade de defesa com boa resposta ao uso de remédios homeopáticos, na maior parte das vezes há recuperação completa. Casos com gravidade moderada a grave, ou em imunodeficientes, crianças pequenas, idosos, ou doenças crônicas severas recomendamos o uso de antibióticos concomitante aos demais tratamentos (homeopatia, fito, isoterapia ou outros já citados).

Uma prática muito frequente é o uso de nebulização com solução fisiológica, tanto por automedicação ou por orientação profissional, a qual contraindicamos expressamente pelo risco de provocar broncoespasmo (falta de ar) bem como pulmonar secundária à propulsão de micropartículas bacterianas presentes nas vias aéreas superiores para as vias inferiores. A nebulização com solução fisiológica com remédios é prática segura e útil quando bem orientada pelo médico.

Conclusão: alongamos o artigo, mas acho que valeu a pena! Percorremos o caminho da prevenção e tratamento. Explicamos os recursos de prevenção com isoterapia, homeopatia, medicina funcional e modo de vida, e toda a riqueza, diversidade e potencial benéfico que nos trazem (e ao meio ambiente). No aspecto tratamento das infecções respiratórias abordamos a fitoterapia, o uso de própolis e a homeopatia. Espero que o ajude. Saúde!

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