Ouse Curar

A palavra cura está esquecida. Acredita-se que as doenças crônicas são incuráveis.

Qual o problema com esta visão? O problema é que aceitamos a doença como padrão usual e a ideia de que tomar remédios continuamente e declinar a qualidade de vida é normal.

Nós discordamos deste ponto de vista. Ousamos discordar. Ousamos imaginar e desejar a cura das doenças crônicas. Ousamos buscar obstinadamente alternativas.

O modelo convencional se baseia largamente naquele concebido para tratar doenças infectocontagiosas, no qual um agente provoca a doença e um remédio o trata. Neste caso, ter o diagnóstico, por exemplo, infecção de garganta provocada pelo estreptococos implicava no tratamento essencial, no caso um antibiótico, uma penicilina ou similar. Entretanto, no caso das doenças crônicas este modelo não se aplica. As doenças crônicas são complexas, tem várias causas e fatores associados à doença. E a busca de uma bala única que resolva cada doença não tem funcionado.

E mais, existem diferenças enormes na distribuição de frequência das doenças crônicas nas populações. Nos mesmos grupos étnicos (e com similaridade genética) há enormes variações de distribuição de doenças crônicas. O que isto quer dizer? Que a maior parte das doenças crônicas se deve a fatores relacionados ao ambiente e modo de vida das pessoas. E o modo de vida e o ambiente podem ser modificados com nossas ações.

Assim, desenvolvemos novos modelos de cuidado, promoção de saúde, reversão e prevenção de doenças crônicas.

Reavivamos a palavra cura. Reavivamos o sonho de um mundo sem doenças crônicas.

Ser único

Quem trata de doenças respiratórias há algum tempo, percebe  um aumento crescente no número e na gravidade de pacientes com doenças respiratórias e maior dificuldade no tratamento. Temos. igualmente, mais medicamentos para controle de asma, bronquite crônica, enfisema, alergias, sinusites e pneumonias; os quais se propõe ao controle das doenças, com exceção dos antibióticos que visam um agente etiológico específico, quando este é sensível à terapia proposta.

Várias são as causas apontadas para este aumento drástico nas doenças respiratórias, entre as mais citadas  está a  poluição atmosférica e outros fatores externos. Por vezes, esquecemos de avaliar outros aspectos da saúde do paciente que , frequentemente, apresenta outras comorbidades, bem como o uso de medicamentos que reduzem a produção ácida do estômago, erros alimentares, intoxicações crônicas, enfim o fato de não ser identificada a causa da descompensação faz com que ocorram diversas recidivas frequentes apesar do tratamento medicamentoso. A frequente procura de tratamento apenas emergencial em detrimento de acompanhamento regular e preventivo incentiva a polimedicação e a deficiência no diagnóstico. Neste caso perde-se a possibilidade da terapia individualizada e se abusa de protocolos que funcionam para um grupo e não necessariamente para um indivíduo.

Cada ser humano é único e nesta particularidade está a chave para a compreensão de seus males e a busca por sua saúde plena.