Diabetes em homens e testosterona baixa.

Diabetes mellitus (DM) é a doença crônica característica dentre as que denominamos metabólicas. É uma importante causa de doença e morte. Estimativas globais indicam que 382 milhões de pessoas vivem com DM (8,3%), e esse número poderá chegar a 592 milhões em 20351. Acredita-se, ainda, que aproximadamente 50,0% dos diabéticos desconhecem que têm a doença2. Quanto à mortalidade, estima-se que 5,1 milhões de pessoas com idade entre 20 e 79 anos morreram em decorrência do diabetes em 20133. (leia aqui). Em homens é uma das principais causas de disfunção erétil e impotência sexual. Além disto, quando não revertida é causa significativa de insuficiência renal crônica, cegueira e cardiopatia e acidentes encefálicos (derrames).

Nota: preferimos o termo reversão de doenças crônicas do que simplesmente controle, porque consideramos que existe espaço para reversão de muitas doenças crônicas quando apropriadamente tratadas.

Em homens níveis baixos de testosterona tem um papel fundamental e pouco conhecido como desencadeante de diabetes tipo 2.

A testosterona afeta as vias da insulina de diversas maneiras, e aqui apresento quatro surpreendentes maneiras de como a testosterona o faz:

  1. A testosterona pode agir sobre a produção de insulina nas células beta do pâncreas.
  2. Atuando sobre a sensibilidade à insulina nos receptores globais.
  3. Agindo diretamente sobre os receptores glut que ajudam no transporte da glicose do sangue para dentro das células.
  4. Ajuda a reduzir a porcentagem de gordura e aumentar a massa magra (e o músculo aumenta o consumo de glicose, ajudando a reduzir os níveis do sangue).

RECAPITULANDO:

  1. Comer gorduras saudáveis ajuda a controlar a doença.
  2. Garanta níveis adequados de vitamina d (lembre, não é acima de 30, isto não garante saúde, tenha valores acima de 60)!
  3. Tenha NÍVEIS ÓTIMOS DE TESTOSTERONA!

E por fim:

MODOS DE VIDA TEM ENORME IMPACTO SOBRE SUA SAÚDE.

AVALIAÇÃO MÉDICA DE QUALIDADE e USO DE PARÂMETROS QUE OTIMIZEM A SAÚDE SÃO FUNDAMENTAIS.

Estamos seguros que podemos reverter a epidemia de doenças crônicas que temos atualmente.

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Saiba o que são as doenças metabólicas

Doenças metabólicas? O que é isto? São importantes?

São um grupo de doenças que tem em comum a resistência insulínica com ou sem hipercortisolismo crônicos.

A teoria convencional relaciona essencialmente a resistência insulínica como causa. Já a Homeopatia considera mais o hipercortisolismo crônico. De minha parte, considero predominante a resistência insulínica, mas com a possibilidade de hipercortisolismo. Mas isto é uma discussão técnica e requer mais estudos para uma melhor conclusão.

No site da sociedade de endocrinologia se fala em Síndrome metabólica. De minha parte, prefiro considerar como uma categoria dentre as doenças crônicas não transmissíveis, as quais denomino doenças crônicas de base metabólica, ou simplesmente doenças metabólicas.

Nestas incluem-se algumas das mais frequentes e graves doenças: obesidade e sobrepeso (aumento de gordura abdominal ou visceral, mesmo em pessoas magras), hipertensão arterial, diabetes tipo 2 (dm2), dislipidemias (especialmente hipertrigliceridemia e hdl baixo), aumento de ácido úrico, cálculos biliares e renais(não todos dos tipos), esteatose hepática e ovários policísticos. Terminam com eventos graves como infarto agudo do miocárdico, acidentes vasculares isquêmicos, danos neurológicos (perda de visão, lesões nervosas e por fim, demências), complicações vasculares(úlceras e tromboses).

Um pesquisador chamado Reaven (meados dos anos 80, século XX) observou que doenças como hipertensão e desregulações na glicose e gorduras no sangue estavam associadas à obesidade ou sobrepeso, tendo um denominador comum a resistência insulínica. A este conjunto denominou Síndrome Metabólica (antes chamou Síndrome X), um importante fator de risco de doenças cardiovasculares.

O Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica sugere seu diagnóstico quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central (a popular “barriga de chopp”) – circunferência da cintura acima de 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão Arterial – pressão arterial sistólica >130 e/ou pressão arterial diastólica >85 mmHg;
  • Glicemia alterada (glicemia >110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos > 150 mg/dl;
  • HDL colesterol < 40 mg/dl em homens e <50 mg/dl em mulheres.

Pessoalmente, consideramos ainda outros fatores, como presença de esteatose hepática e sinais de gordura visceral aumentada em exames como ressonância magnética, insulina acima de 5, HbA1C acima de 5,5; glicemia acima de 100, triglicerídios acima de 80 e relação CT/HDL maior 3,5.

Concordamos com vários autores que trabalham com medicina funcional e preventiva que preferem considerar critérios mais rígidos, os quais permitem cessação de danos pela glicação, pela elevação da inflamação ou pelo estímulo das vias de crescimento como a IgF-1.

São doenças extremamente relacionadas ao modo de vida e muito frequentemente completamente reversíveis quando ainda não há danos a tecidos ou órgãos vitais. Existem raramente casos familiares de base genética, mas como falei são raros, a maior parte é por modo de vida.

Preferimos atacar as causas destas doenças, e a causa em geral são erros alimentares, mas outros fatores como sono insuficiente ou de má qualidade, estresse crônico, sedentarismo, atuam de maneira complementar para agravar o problema.

Felizmente, temos obtido excelente resultado com uma dieta original metabólica (clique aqui para saber mais) e remédios de suporte (suplementos, como magnésio, vitamina d3 quando preciso, sais de cromo e zinco e mesmo a homeopatia).

Se você conhece alguém com um destes problemas, mostre este artigo, busque ajuda.