Saiba o que são as doenças metabólicas

Doenças metabólicas? O que é isto? São importantes?

São um grupo de doenças que tem em comum a resistência insulínica com ou sem hipercortisolismo crônicos.

A teoria convencional relaciona essencialmente a resistência insulínica como causa. Já a Homeopatia considera mais o hipercortisolismo crônico. De minha parte, considero predominante a resistência insulínica, mas com a possibilidade de hipercortisolismo. Mas isto é uma discussão técnica e requer mais estudos para uma melhor conclusão.

No site da sociedade de endocrinologia se fala em Síndrome metabólica. De minha parte, prefiro considerar como uma categoria dentre as doenças crônicas não transmissíveis, as quais denomino doenças crônicas de base metabólica, ou simplesmente doenças metabólicas.

Nestas incluem-se algumas das mais frequentes e graves doenças: obesidade e sobrepeso (aumento de gordura abdominal ou visceral, mesmo em pessoas magras), hipertensão arterial, diabetes tipo 2 (dm2), dislipidemias (especialmente hipertrigliceridemia e hdl baixo), aumento de ácido úrico, cálculos biliares e renais(não todos dos tipos), esteatose hepática e ovários policísticos. Terminam com eventos graves como infarto agudo do miocárdico, acidentes vasculares isquêmicos, danos neurológicos (perda de visão, lesões nervosas e por fim, demências), complicações vasculares(úlceras e tromboses).

Um pesquisador chamado Reaven (meados dos anos 80, século XX) observou que doenças como hipertensão e desregulações na glicose e gorduras no sangue estavam associadas à obesidade ou sobrepeso, tendo um denominador comum a resistência insulínica. A este conjunto denominou Síndrome Metabólica (antes chamou Síndrome X), um importante fator de risco de doenças cardiovasculares.

O Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica sugere seu diagnóstico quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

  • Obesidade central (a popular “barriga de chopp”) – circunferência da cintura acima de 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão Arterial – pressão arterial sistólica >130 e/ou pressão arterial diastólica >85 mmHg;
  • Glicemia alterada (glicemia >110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos > 150 mg/dl;
  • HDL colesterol < 40 mg/dl em homens e <50 mg/dl em mulheres.

Pessoalmente, consideramos ainda outros fatores, como presença de esteatose hepática e sinais de gordura visceral aumentada em exames como ressonância magnética, insulina acima de 5, HbA1C acima de 5,5; glicemia acima de 100, triglicerídios acima de 80 e relação CT/HDL maior 3,5.

Concordamos com vários autores que trabalham com medicina funcional e preventiva que preferem considerar critérios mais rígidos, os quais permitem cessação de danos pela glicação, pela elevação da inflamação ou pelo estímulo das vias de crescimento como a IgF-1.

São doenças extremamente relacionadas ao modo de vida e muito frequentemente completamente reversíveis quando ainda não há danos a tecidos ou órgãos vitais. Existem raramente casos familiares de base genética, mas como falei são raros, a maior parte é por modo de vida.

Preferimos atacar as causas destas doenças, e a causa em geral são erros alimentares, mas outros fatores como sono insuficiente ou de má qualidade, estresse crônico, sedentarismo, atuam de maneira complementar para agravar o problema.

Felizmente, temos obtido excelente resultado com uma dieta original metabólica (clique aqui para saber mais) e remédios de suporte (suplementos, como magnésio, vitamina d3 quando preciso, sais de cromo e zinco e mesmo a homeopatia).

Se você conhece alguém com um destes problemas, mostre este artigo, busque ajuda.

Ouse Curar

A palavra cura está esquecida. Acredita-se que as doenças crônicas são incuráveis.

Qual o problema com esta visão? O problema é que aceitamos a doença como padrão usual e a ideia de que tomar remédios continuamente e declinar a qualidade de vida é normal.

Nós discordamos deste ponto de vista. Ousamos discordar. Ousamos imaginar e desejar a cura das doenças crônicas. Ousamos buscar obstinadamente alternativas.

O modelo convencional se baseia largamente naquele concebido para tratar doenças infectocontagiosas, no qual um agente provoca a doença e um remédio o trata. Neste caso, ter o diagnóstico, por exemplo, infecção de garganta provocada pelo estreptococos implicava no tratamento essencial, no caso um antibiótico, uma penicilina ou similar. Entretanto, no caso das doenças crônicas este modelo não se aplica. As doenças crônicas são complexas, tem várias causas e fatores associados à doença. E a busca de uma bala única que resolva cada doença não tem funcionado.

E mais, existem diferenças enormes na distribuição de frequência das doenças crônicas nas populações. Nos mesmos grupos étnicos (e com similaridade genética) há enormes variações de distribuição de doenças crônicas. O que isto quer dizer? Que a maior parte das doenças crônicas se deve a fatores relacionados ao ambiente e modo de vida das pessoas. E o modo de vida e o ambiente podem ser modificados com nossas ações.

Assim, desenvolvemos novos modelos de cuidado, promoção de saúde, reversão e prevenção de doenças crônicas.

Reavivamos a palavra cura. Reavivamos o sonho de um mundo sem doenças crônicas.